segunda-feira, 2 de maio de 2011

Rápidas memórias de Heitor Falamantes

“Minha donzela’’
       Sempre pensei estar certo,mas o contrário veio até mim como um banho em uma lenta cachoeira.Sempre pensei que ela me adoraria,mas a decepção é mais do que dor.Sempre pensei que poderia ficar um minuto com ela,mas com o passar do tempo soube que nem um segundo tenho nem para olhá-la mais.
        Estava ela, lá estava ela, ela estava lá...No pátio não me notava,me notou...dois meses depois que comecei falar com ela eu não pensava mais em nada,queria que nossa amizade permanecesse até o dia do nosso casamento,e para deixar bem claro essas são minhas memórias quando criança.
     No pátio da escola esperava ela detrás da árvore mais alta,ela saiu sozinha e estava convicto de que era aquele momento que iria mudar para sempre minha vida.Ela era linda,era cobiçada por muitos pretendentes e tinha uma beleza invejada por muitas mulheres,seus cabelos soltos abaixo do ombro combinavam com o tom claro de sua pele,seus lábios cheios de sedução falavam mesmo estando ela calada,andava bem vestida e era do tipo ‘’garota popular’’ que de vez eu pensava não dar certo comigo,que era um simples garoto que não era notado nem por minha própria sombra.O amor rebateu,o coração disparou e assim que ela se aproximou de mim eu a surpreendi com um susto amoroso de leve.Ela colocando a mão no peito deu um pequeno sorriso constrangedor na boca e dentre seus fios de cabelo embaraçou-se num só suspiro,era o suficiente para eu saber e entender que ela não queria falar comigo.Sem muito preenchimento de explicações eu gostaria de não prolongar tais fatalidades de minha vida amorosa.Ela sabia que eu gostava dela e com a coragem que tinha, desafiou meu coração e me disse literalmente cada palavra a seguir:
-Não te quero!É difícil de entender? É tão complicado assim?Garota como eu não sai com um fedelho como você! Sai da minha frente e da minha vida.
Não tive escolha se não a deixar viver a sua vida,cheguei em casa e queimei tudo que eu tinha feito para o dia que iríamos ficar juntos: Cartas de amor,bilhetes de composição,poesias e pelúcias,escrevi até uma música,mas hoje não lembro mais nem do refrão.O importante é que o passado é sempre algo que passa na nossa frente como um filme e o futuro é sempre a continuação desse passado,e sempre tendo um final feliz, bem...O meu final feliz é esse: Escrever em detalhes meu sofrimento.
Raiva,desespero e infantilidade nunca foram tão enriquecedores para mim.Minhas memórias são rápidas,são assim...algo que eu tenho como lembrança e ao mesmo tempo como decepção.Meu autor favorito é Machado de Assis,nunca chegaria aos pés deles e Brás Cubas é o meu segundo nome homenageando esse autor, agradeço a quem leu minhas obras,as memórias de Heitor Falamantes Brás Cubas...                                                                                                       Sorley  Ripardo Sales.

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